quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sem nome

Num instante me agoniam os pesadelos,
N'outro regozijo-me em sonhos,
É assim ter-te ao lado meu,
Ser hipnotizado por teus olhos tão tristonhos.


Não digo que sou vítima d'um sentimento,
A não ser da ternura deste olhar,
Que mata-me de flagelos intensos,
E depois vêm fazer-me sonhar.


Algozes, eu afirmo ter,
São teus íris e tuas pupilas a dilatarem,
Em movimentos desesperados encenam, pedem-me socorro e gritam,
Mas no porvir tentam me usurpar.


Olhos negros, mas um misto de cores vibrantes,
Cativantes, me fazem ficar,
Se desvencilho-me de você, vivo,
Mas teus olhos fazem-me suicidar.


O que guarda por detrás de cada orbe,
Que nenhum sábio jamais achou?
É alquimia? Bruxaria? Feitiçaria?
Ou será, apenas, a magia do amor.