terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pra não dizer que esqueci as escórias


Há tempos, na verdade, desde sempre eu venho me provando. Não só para mim, mas para todos que me rodeiam. Sempre tentando apresentar-me da melhor forma possível, e, como tudo que fazemos na vida gera uma consequência, sofro com as cobranças por, toda vez, me acharem bom para determinada tarefa e ocasião. Esse texto não é uma demonstração da pouca soberbia que mantenho em mim, tampouco uma maneira de me vangloriar. É uma expressão pequena do meu descontentamento às críticas de pessoas que, nem ao menos, me conhecem, contudo as fazem e ainda se acham no direito de cobrarem e desdenharem.
Uso do jargão de outro Leonardo, este era da Vinci, para empalidecer a pouca ira submergida em algumas partes destes dizeres: "Tão sombria a traição dos homens". Falsos, invejosos, de baixo nível crítico, hipócritas, mesquinhos, pobres de virtudes, medíocres, quem acham que são, para por baixo, criticarem, sequer, o andar de uma formiga? Se são tão menores que tais insetos, tão menores quanto vermes, tão irrisórios e dignos de pena quanto parasitas, todavia não deixam de sobreviverem do sucesso alheio, provando que são, SIM, meros parasitas.
E se tem algo que mais me coloca em aversão à pessoas como estas, é que necessitam conviver com uma figura maior para parasitarem e, inda assim, humilharem pelas costas com uma autoridade vaga, com críticas infundamentadas. A popular fofoca! Que visão futurística triste eu faço desses fracos, qual pedem de mim, porém tão pouco tem a oferecer e a dizer (para não ser nulo). À aqueles que algo bom tem a oferecer, a dizer, deixo a porta da minha mente aberta, para que sejam sinceros. Já, como diria Jabor, aos escrotos sociais, vão ter com os teus! Acabarem-se pra lá! Pois minha "casa" para vocês estará blindada. Às escórias, pouca glória. Minha vitória bebam outrora, comemorem o meu viver! Saudações.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sem nome

Num instante me agoniam os pesadelos,
N'outro regozijo-me em sonhos,
É assim ter-te ao lado meu,
Ser hipnotizado por teus olhos tão tristonhos.


Não digo que sou vítima d'um sentimento,
A não ser da ternura deste olhar,
Que mata-me de flagelos intensos,
E depois vêm fazer-me sonhar.


Algozes, eu afirmo ter,
São teus íris e tuas pupilas a dilatarem,
Em movimentos desesperados encenam, pedem-me socorro e gritam,
Mas no porvir tentam me usurpar.


Olhos negros, mas um misto de cores vibrantes,
Cativantes, me fazem ficar,
Se desvencilho-me de você, vivo,
Mas teus olhos fazem-me suicidar.


O que guarda por detrás de cada orbe,
Que nenhum sábio jamais achou?
É alquimia? Bruxaria? Feitiçaria?
Ou será, apenas, a magia do amor.